Brasília – Com a intenção de aumentar o poder de compra dos trabalhdores e aquecer o mercado de consumo, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) enviou, em dezembro, cartas para 1,22 milhão de pessoas que ainda não retiraram o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS/Pasep) relativo 2008/2009.
De acordo com o secretário de Políticas Públicas e Emprego do Ministério do Trabalho, Ezequiel Nascimento, a iniciativa não alcançou o total de 1,6 milhão de trabalhadores com direito ao benefício e que ainda não retiraram o dinheiro.
“Nos preocupa os 300 mil trabalhadores que não alcançamos por carta. Estamos torcendo para que estes trabalhadores saquem o seu benefício”afirmou o secretário.
Entre as regiões brasileiras, a região Norte foi a que registrou o menor percentual de saques do abono salarial (82% dos benefícios disponíveis). Em seguida, aparecem o Centro-Oeste (85,67%), o Sudeste (88,27%), e o Sul (90,58%). Nordeste foi a região com o maior número de saques efetuados (92%).
O prazo para resgate do benefício, que começou a ser pago em agosto de 2008, termina no dia 30 de junho de 2009. Tem direito a receber o abono, no valor de um salário mínimo (R$ 415), o trabalhador que esteja cadastrado há pelo menos cinco anos no PIS/Pasep, que tenha trabalhado com carteira assinada ou sido nomeado em cargo público pelo período mínimo de 30 dias no ano de 2007 e recebido, em média, até dois salários mínimos por mês.
“O abono salarial é um direito do trabalhador. O desejo do governo é que o trabalhador exercite este direito. A gente sabe que, para quem ganha até dois salários mínimos, o abono pode fazer a diferença”, avaliou o representante do MTE.
De acordo com ele, a quantidade de trabalhadores cobertos pelo benefício 2008/2009, 15,5 milhões, aumentou em relação ao exercício anterior (14,2 milhões) com ampliação do número de carteiras assinadas no país. trasem função da ampliação.
Informações sobre os procedimentos para receber o abono salarial podem ser obtidas em qualquer agência da Caixa Econômica Federal. Fonte: Kátia Buzar* Repórter da Agência Brasil
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