Rio de Janeiro – O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas reúne hoje (15) representantes de todos os fóruns estaduais com o objetivo de dar sugestões ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas, com lançamento previsto para novembro. O encontro será na Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão.
“O que a gente está querendo é ouvir o que os estados estão propondo, até para poder integrar mais com algumas ações do governo federal” disse à Agência Brasil o coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG), vinculado à Coppe, Marcos Freitas. O instituto dá a base para o funcionamento da secretaria-executiva do fórum.
A contenção do desmatamento é uma das ações consideradas importantes para a área de clima. Freitas destacou nesse sentido que “se não houver adesão dos estados amazônicos, principalmente, é muito difícil alterar o processo de corte ou de valorização de atividades que não venham impactar a floresta”. Ele lembrou que um projeto de lei já encaminhado ao Congresso Nacional define a política nacional de mudança do clima “e terá rebates a nível dos estados”.
Em Minas Gerais, por exemplo, o professor da Coppe disse que a preocupação é com o carvão vegetal e a floresta plantada. No caso do Rio de Janeiro e São Paulo, a poluição urbana ganha peso considerável. Outras questões como vulnerabilidade climática e uso dos solos devem merecer destaque no debate.
Atualmente, existem cerca de 15 fóruns estaduais no país visando a inserir políticas de mudanças do clima. Marcos Freitas informou que alguns estados estão fazendo ações concretas, como estimular o reflorestamento de áreas para seqüestro de carbono ou legislações complementares para contrabalançar a emissão de gases do efeito estufa pela geração de energia termelétrica. Outros estados priorizam a adoção de energias renováveis ou de uso eficiente de energia, que é o caso do Rio de Janeiro.
Criado por decreto presidencial em 2000, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem previsão de encaminhar as sugestões ao governo federal até setembro próximo. O documento será analisado pela comissão interministerial a ser criada pelo governo no prazo de 30 dias, para proceder os ajustes necessários. O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem como secretário-executivo o físico Luiz Pinguelli, da Coppe/UFRJ. Fonte: Alana Gandra Repórter da Agência Brasil
0 comments
Leia também:
- Banco Mundial aprova empréstimo de US$ 235 milhões para investimentos no SUS
- Novo salário mínimo tem aumento real de 6,39%, o maior desde 2006
- Lula diz que "deus mercado" quebrou por falta de controle
- Chuvas deixam vítimas no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais
- Efeito mais forte da crise vai atingir empresas menores ainda neste semestre, diz CNI
- Seca prejudica agricultura de países do Cone Sul
- Copa de 2014 terá doze cidades-sede, afirma presidente da Fifa
- Restrições à importação de produtos já provocam prejuízo ao setor de eletroeletrônicos
- Sobe para 166 o número de municípios afetados pela chuva em Minas Gerais
- Serra recebe presidente da Fifa e diz que seria uma honra abrigar abertura da Copa de 2014
