A atual crise do sistema financeiro é uma “guerra financeira mundial”, na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele garante que o Brasil está mais preparado que outros países para esta guerra, mas admite que o país não está imune.
“É claro que há conseqüências para o Brasil, nós estamos vendo. Falta liquidez e há alguns problemas localizados. O importante é que temos as armas para enfrentar esses problemas e passar pela crise de modo a retomar o caminho do crescimento sustentado”, afirmou Mantega hoje (13), em entrevista exclusiva ao correspondente da TV Brasil em Washington, Floriano Filho.
Ele nega, porém qualquer intenção de proteger o mercado brasileiro ou regional. Nesta segunda-feira, circularam pela imprensa informações de que os governos brasileiro e argentino estudam a possibilidade de aumentar a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, hoje com teto de 35%. Tal medida teria por objetivo impedir a enxurrada de produtos asiáticos que, em razão do desaquecimento da economia na Europa e nos Estados Unidos, deixarão de ser vendidos nesses mercados.
“Não acredito que estejamos caminhando nessa direção. Neste momento, não devemos tomar medidas protecionistas em nenhum lugar. O protecionismo foi o que resultou da crise de 29 e 30 e os países se fecharam”, ponderou Mantega. “Devemos continuar abertos, manter uma atividade globalizada, porque isso é benéfico para todos os países”, ressaltou. Fonte: Mylena Fiori Repórter da Agência Brasil
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