A crise que afetou a credibilidade dos mercados e derrubou a cotação dos títulos negociadas nas bolsas e levou à bancarrota empresas de grande porte e comprovada lucratividade mundo afora teve efeitos distintos no Brasil, dependendo do setor. É o caso dos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, via Cartão BNDES.
Rodrigo Bacellar, chefe do Departamento de Operações por Internet do BNDES, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, observa que, em outubro em relação a setembro deste ano, a nova modalidade de crédito rotativo apresentou crescimento de 20%, superando pela primeira vez a marca de R$ 100 milhões em um mês. Essa injeção de recursos na economia resultou de 7.195 transações.
O desempenho do Cartão BNDES até o momento já alterou a estimativa inicial de emprestar este ano R$ 750 milhões. Depois do salto ocorrido em outubro, a nova previsão do banco é conceder R$ 830 milhões em crédito rotativo pelas regras do Cartão BNDES até o final do ano.
“Devemos desembolsar R$ 830 milhões em créditos, em mais de 60 mil operações, com expansão de 60% em relação a 2007”, diz Bacellar.
O Cartão BNDES destina-se a financiar principalmente micro e pequenas empresas, além de companhias de médio porte. Os dados comprovam isso: de um total de 150 mil cartões emitidos, 97% estão em poder de micro e pequenas empresas e apenas 3% com empresas de porte médio.
Além de não exigir anuidade e permitir pagamento em 36 parcelas fixas, o cartão dá ao portador crédito com juros da ordem de 1,14% ao mês. “Trata-se de juro fixo”, lembra Bacellar.
Ele destaca ainda a carteira de 9,5 mil fornecedores credenciados, estando disponível para compra ou venda 93 mil produtos, de computadores a caminhões. Para apoiar a indústria nacional, o crédito do Cartão BNDES exige um grau de nacionalização de 60% do bem comercializado. Fonte: Riomar Trindade Repórter da Agência Brasil
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