Brasília – Com a proximidade do verão e a chegada das chuvas, começam as preocupações da professora aposentada Nely Nery com o perigo do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. “Tomo cuidado para não deixar nada que possa acumular água da chuva. Nem planta eu tenho para evitar focos do mosquito. E fico sempre atenta às visitas dos agentes da vigilância”, conta.
Todos esses cuidados, no entanto, podem ser em vão se um vizinho da professora não tomar a mesma atitude. E isso é mais comum do que se imagina. No mês de novembro, 120 homens do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro fizeram uma operação para identificar focos do mosquito da dengue em mais de 12 mil residências da Ilha do Governador. Mais de 7,5 mil estavam fechadas ou os moradores recusaram a vistoria.
O estado registrou até outubro 249 mil casos da doença. Segundo a Secretaria de Saúde, mais da metade dos infectados tem entre 15 e 49 anos. O número de óbitos confirmados por causa da dengue chega a 174.
“O mosquito se desenvolve em ambiente escuro, com água parada e limpa”, explica a diretora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Rosely Cerqueira. “A população precisa ficar atenta aos recipientes onde a água pode se acumular, como pneus, garrafas, vasos de plantas, restos de obras, sacolas plásticas e até a gaveta da geladeira”, acrescenta.
O Ministério da Saúde já identificou 71 municípios em estado de alerta por causa da dengue, 14 deles são capitais. Em outros cinco, há risco de surto: Itabuna e Camaçari, na Bahia; Epitaciolândia, no Acre; Mossoró, no Rio Grande do Norte; e Várzea Grande, em Mato Grosso. Outros 71 municípios estão em estado de alerta, 14 destes capitais.
Em caso de foco não controlado do mosquito na vizinhança, o ministério aconselha a comunidade a procurar a Secretaria de Saúde do município.
Quando houver suspeita de contaminação, especialistas alertam para o risco de se automedicar. O ideal é procurar o posto de saúde mais próximo, já que os sintomas da dengue são muito semelhantes aos da gripe. Em caso de dúvida sobre a doença, basta se informar pelo Disque Saúde, do Ministério da Saúde pelo telefone 0800 611997. Fonte: Antonio Trindade Repórter da Rádio Nacional
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