Brasília - Após confirmar a participação da maior delegação brasileira numa edição dos Jogos Olímpicos, o governo federal quer aproveitar a possibilidade de um melhor desempenho em Pequim para estimular o esporte social. No total, 251 atletas defendem as cores do Brasil na China, quatro a mais do que nas competições de Atenas, em 2004.

A afirmação é do ministro do Esporte, Orlando Silva, ao participar de entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília. Segundo ele, os resultados dos atletas de alto rendimento servem como estímulo às crianças e aos jovens, que participam de programas de inclusão social por meio da prática esportiva. Mas, ele ressalta a necessidade de investimento por parte do governo nesses projetos.

“O que temos que fazer é investir mais em programas sociais esportivos, porque a conquista do esporte olímpico motiva a população. O desafio é, ao mesmo tempo em que apoiamos atletas de alto rendimento, apoiarmos o esporte como forma de inclusão social, com mais investimentos e melhor infra-estrutura.”
Segundo Silva, o país conta atualmente com um financiamento regular voltado às confederações e seleções nacionais de cada modalidade esportiva. Há ainda uma parceria entre o Ministério do Esporte, a Petrobras e o Comitê Olímpico Brasileiro, que permitiu um investimento de R$ 26 milhões para a delegação olímpica.

“Esporte competitivo e esporte social são duas faces da mesma moeda. É importante o Brasil já ter a maior delegação olímpica da sua história, porque participará de mais finais, conquistará mais modalidades. Essa evolução nos resultados olímpicos reflete um investimento maior para o esporte brasileiro”. Fonte: Paula Laboissière Repórter da Agência Brasil